quinta-feira, 4 de março de 2010

Visualização da Imagem Corporal

A imagem corporal é a figuração do próprio corpo formada e estruturada na mente, ou seja, é a representação mental do próprio corpo, envolvendo a percepção e satisfação da aparência física. A IC acompanha o individuo durante toda a sua vida, sofrendo adaptações e transformações globais de acordo com o momento vivido.

É cada vez maior o número de pessoas, principalmente mulheres, que possuem um alto grau de exigência com relação ao corpo, apresentando baixa auto-estima. É como se cada pequena imperfeição fosse ampliada e se tornassem grandes defeitos, gerando um círculo vicioso de auto-depreciação e insatisfação consigo. Se um indivíduo possui uma grande auto-estima, tende a se ver de forma mais idealizada.


Quando uma pessoa mostra uma discrepância entre o que ela acredita ser (em termos de imagem corporal) e o que ela realmente é, essa pessoa apresenta distúrbio da imagem corporal. Há evidencias de que a mídia promove distúrbios da imagem corporal e alimentar.


Atrizes, modelos e outros ícones femininos vem se tornando cada vez mais magras ao longo dos anos, o que acaba incentivando ainda mais o culto a magreza, além de pressionar indivíduos com transtornos alimentares a serem cada vez mais magros.

No mundo social percebe-se a idolatria por um modelo de beleza correspondente a um corpo magro e a discriminação por indivíduos não atraentes, que estão mais sujeitos a encontrar ambientes sociais que variam do não-responsivo ao rejeitador, causando um desencorajamento no desenvolvimento de habilidades sociais e de um autoconceito favorável.


Contudo esse modelo de beleza imposto pela sociedade não considera aspectos relacionados com a saúde e as diferentes constituições físicas da população, acarretando em um número cada vez maior de mulheres que se submetem a dietas rigorosas, excesso de exercícios e uso abusivo de laxantes, diuréticos e drogas anorexígenas.


Cintia Koch Poletto
Nutricionista
Pós Graduanda em Nutrição Clínica e Estética pelo IPGS

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Imagem Corporal

A imagem corporal (IC) é uma construção multidimensional através da qual são amplamente descritas as representações da estrutura corporal e da aparência física, em relação a nós mesmos e aos outros. Vários fatores podem influenciar o processo de formação da IC, dentre eles o sexo, a idade, os meios de comunicação, além da relação do corpo com os processos cognitivos como crença, valores e atitudes inseridos em uma cultura. As normas socioculturais tem perpetuado o estereótipo da associação entre magreza e atributos positivos, principalmente entre as mulheres.

A mídia, a família e os amigos condicionam os indivíduos a se exercitar, a cuidar de seus corpos, o que os direciona a desejos, hábitos, cuidados e descontentamentos com a aparência visual do corpo. A decisão em exercitar-se é, em parte, motivada pela percepção da forma do seu corpo.

A partir do pressuposto que quanto maior a renda familiar maior o acesso das pessoas à informação e à mídia e de que há um padrão de beleza imposto na sociedade tem-se a hipótese de que a IC atual e a satisfação com essa IC devem variar entre mulheres de classe econômica diferentes.

Toda mudança reconhecível, entra na consciência comparando-se com situações já vivenciadas, realizando assim uma avaliação da nova situação que gera uma mudança na IC.

A IC jamais está totalmente fechada e completa, uma vez que é resultante de memórias e também de percepções presentes, sendo, portanto, uma estrutura dinâmica. Por estar em permanente aquisição e mudança é preciso o trabalho do ser humano no sentido de construí-la e elaborá-la continuamente. No decorrer da história, as culturas tendem a estigmatizar traços ou comportamentos que sejam considerados negativos ou desviantes. A percepção do tamanho corporal, sob este ponto de vista, vem sendo associada a fortes valores culturais.

O culto à magreza está diretamente associado à imagem de poder, beleza e mobilidade social, gerando um quadro contraditório e confuso, tendo em vista que, através da mídia escrita e televisiva, a indústria de alimentos vende gordura, com o apelo aos alimentos hipercalóricos, enquanto a sociedade cobra magreza.

Esta exigência da sociedade em relação à beleza é mais forte no universo feminino, enquanto que no universo masculino o desvio com relação ao padrão de beleza está vinculado à falta de tempo, em função do ritmo atribulado davida profissional, para as mulheres, não cultivar a beleza é falta de vaidade – um qualitativo depreciativo da moral.

Se, por um aspecto da sociedade, tem-se o culto à magreza como padrão estético, por outro lado o tratamento que esta sociedade dá aos obesos é merecedor de destaque.


Através disso, entende-se que uma dieta balanceada, com quantidade e qualidade, supervisionada por um nutricionista, possa garantir um peso adequado e uma vida saudável.


MARIA FRANCISCA A. BRANCO VIEIRA
CRN2 7040
Nutricionista formada pela Universidade da Região da Campanha – URCAMP em Bagé
Pós graduanda em Nutrição Clínica e Estética pelo IPGS
Atua como nutricionista na Prefeitura Municipal de Canguçu desde 2006- RS

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Síndrome da Tensão Pré Menstrual

Síndrome da tensão pré-menstrual, também conhecida como TPM, é um conjunto de sintomas relacionados ao ciclo menstrual. Os sintomas da síndrome da tensão pré-menstrual ocorrem na semana ou até duas semanas antes da menstruação. Estes sintomas geralmente desaparecem depois que a menstruação começa.


As causas não estão claras. Algumas mulheres podem ser mais sensíveis do que outras às alterações nos níveis de hormônios. Podem apresentar sintomas tanto físicos como emocionais como: Inchaço (edema), aumento do volume e da sensibilidade mamária, fadiga e problema para dormir, enjoô, prisão de ventre ou diarréia, flatulência, cefaléia, mudanças no apetite ou ânsia por comida, compulsões alimentares (principalmente por chocolate, doces, alimentos muito salgados), aumento da demanda energética, modificações no perfil lipídico e no metabolismo de vit. D , cálcio, ferro e magnésio, dores musculares ou articulações, tensão, irritabilidade, mudanças no humor ou acessos de choro, ansiedade ou depressão, problema de memória e concentração.

De acordo com o American College of Obstetricians and Gynecologists, até 40% das mulheres que menstruam relatam alguns dos sintomas da TPM. Alguns estudos relatam que há uma menor produção no sistema nervoso central do neurotransmissor (serotonina) e de B- endorfina, um opióide endógeno com efeitos sistêmicos semelhantes à morfina. Há melhora do quadro com terapias que modificam a concentração central de serotonina como por exemplo a administração de vit. B6 e atividade física que elevam os níveis de endorfinas.

A causa da SPM não é bem compreendida, podendo haver envolvimento de excesso de estrógeno, deficiência de progesterona, retenção hídrica, deficiência de vitamina B6, hiperprolactinemia, alergias hormonais ou anormalidades de prostaglandinas, todos estes fatores ainda a serem comprovados.

Recomendações para aliviar os sintomas:
- Adotar um estilo de vida mais saudável, praticando exercícios físicos regularmente, ter horas de sono no mínimo 08 horas por dia, não fumar, controlar o estresse.
- Evitar o excesso de sal, açúcar, cafeína e álcool, alimentos gordurosos (frituras).
- Utilizar suplementação de vit. B6, ferro, cálcio com vit. D e ácido fólico.


Patricia Ryan
Nutricionista formada pelo IMEC
Pós graduanda em Nutrição ClÍnica e Estética pelo IPGS