terça-feira, 14 de julho de 2009

Celulite x Dieta de Baixo Indice Glicêmico

A Hidrolipodistrofia, mais conhecida como celulite, é uma afecção freqüente que afeta aproximadamente 80% das mulheres ocidentais na pós-puberdade, comprometendo a beleza corporal e causando nas mulheres um desconforto estético.


O termo Celulite é estabelecido para a adiposidade com aparência ondulada, causando um aspecto irregular na pele, sendo a alteração do tecido gorduroso mais comum nas mulheres, atingindo tanto as magras quanto as obesas.


Sua causa é desconhecida, porém inúmeras explicações têm sido propostas. Uma das mais aceitas sugere a ocorrência de diversas alterações inflamatórias complexas envolvendo estruturas do tecido celular subcutâneo e a derme.


A celulite se desenvolve quando pequenos vasos sanguíneos na camada adiposa tornam-se danificados, talvez devido à inflamação, acarretando uma redução no fluxo sanguíneo e linfático, retenção hídrica e edema localizado.


Apesar dos fatores etiopatogênicos específicos ainda não serem bem conhecidos, há, no entanto, alguns fatores predisponentes ao seu aparecimento como: fatores genéticos, sexo, idade, fatores emocionais, fatores metabólicos, fatores hormonais, hipertensão arterial, obesidade, hábitos dietéticos, vida sedentária, roupas apertadas, álcool e tabagismo.


Estudos científicos já constatam que a ingestão de alimentos de baixo índice glicêmico - IG pode diminuir a secreção de hormônios como o cortisol, hormônio do crescimento e glucagon, estimulando a síntese protéica, sendo que alguns autores relatam que a ingestão de dietas de baixo IG tende a aumentar o teor de massa magra e a diminuir, significativamente, o teor de massa gordurosa corporal.


Constata-se que a dieta de baixo IG pode trazer vários benefícios na redução de peso, mas quanto ao tratamento dietético específico para celulite nada é informado na literatura, sendo escassos estudos nesse sentido. Portanto, procure o auxílio de um nutricionista capacitado para informações corretas e individualizadas.


Roberta Felario de Paula
Nutricionista - CRN2 8370


Graduada em Nutrição pela Unisinos
Pós Graduanda no curso de Nutrição Clínica e Estética pelo IPGS
Atua como Nutricionista em clínica consultório localizado na cidade de Novo Hamburgo – RS

terça-feira, 7 de julho de 2009

Dietas da Moda e a busca por milagres!

Ser magra tornou-se padrão de beleza e esta associada a sucesso, felicidade, atração, controle e estabilidade. O excesso de peso torna-se problema, pois na ocorrência de insucesso na redução de peso as pessoas passam a utilizar progressivamente de práticas cada vez mais nocivas a saúde.

Alguns exemplos de dietas da moda:

Dieta do Dr. Atkins - libera totalmente o consumo de gorduras e proteínas. Recomenda refeições ricas em carne vermelha, ovos, maionese, creme de leite e manteiga. Restringe a ingestão de carboidratos (arroz, batata e derivados de grãos, como pão, macarrão, etc.) e proíbe ingredientes à base de açúcar. É pobre em vitaminas, minerais e fibras alimentares.
Esse tipo de dieta reduz o apetite e garante rápida perda de peso. Mas a alimentação gordurosa aumenta o colesterol no sangue e o excesso de proteínas sobrecarrega os rins. O regime provoca mau hálito, náuseas e dor de cabeça.
Vigilantes do Peso - Permite a combinação de carnes, massas, doces e pães. É preciso seguir a proporção entre carboidratos, proteínas e gorduras. Não proíbe nenhum alimento, desde que respeitadas às quantidades estabelecidas pelo método. Conta-se com a orientação de nutricionistas e de psicólogos.

Dieta dos Pontos - O valor calórico dos alimentos é convertido em pontos. Mulheres consomem 300 por dia e homens podem chegar a 400. Cada ponto equivale a 3,6 calorias. As refeições devem incluir carboidratos, gorduras e proteína. Torna-se inadequada se o indivíduo não escolher os alimentos corretamente. Nesse caso, o regime fica carente de nutrientes essenciais.

Dieta da USP - Uma heterodoxa combinação de alimentos deve ser seguida por duas semanas. Recomenda o consumo de muita proteína e quase nenhum carboidrato. Presunto, ovos e café preto.
Proporciona rápida perda de peso, mas não estimula o indivíduo a combinar alimentos. É carente de vitaminas A, B e C. Eleva os níveis de ácido úrico.

Dieta do Mediterrâneo - Este padrão alimentar é composto, basicamente, de vegetais, legumes, tomate, alho, frutas (maçã) e, principalmente, óleo de oliva, canola, cereais pouco moídos, nozes (pecan) e sementes, queijo branco e iogurte, além de vinho.
Vários estudos têm confirmado esta observação. A conclusão é de que quanto mais a pessoa pratica a dieta mediterrânea tradicional, menor a chance de adoecer por qualquer causa, incluindo câncer e doenças cardíacas.

Dieta Dash - DASH é a abreviação de "Dietary Approaches to Stop Hypertension", que significa "Métodos para Combater a Hipertensão Através da Dieta". A dieta DASH é um guia alimentar elaborado pelo governo norte-americano com o objetivo de abaixar a pressão arterial e, desta forma, diminuir os riscos à saúde decorrentes da pressão alta.
A dieta DASH é um plano alimentar com redução de gordura saturada e colesterol que enfatiza o consumo de frutas, vegetais, leite desnatado e seus derivados. Também inclui grãos integrais, peixe, frango, nozes e limita o uso de carne vermelha, doces, açúcar e refrigerantes. Seus benefícios aos hipertensos se devem, entre outros, ao fato de ser rica em potássio, magnésio, cálcio, proteínas e fibras.

Dieta de South Beach - Foi desenvolvida pelo dr. Arthur Agatston, renomado cardiologista e professor associado da Universidade de Medicina de Miami.A dieta de South Beach não propõe a retirada de nenhum grupo alimentar, a não ser nos primeiros 14 dias, e ensina que devemos comer de tudo, aprendendo que existem os bons e os maus carboidratos, assim como as boas e as más gorduras.
Dieta de Beverly Hills - É um rígido esquema alimentar, que proíbe misturar proteínas e carboidratos nas refeições e que nos primeiros 10 dias só permite comer frutas. No 11º dia libera o consumo de carboidratos e manteiga e no 19º introduz as proteínas. O consumo de cafeína é proibido e o de champanhe é liberado.
Portanto, para ter sucesso em uma dieta é necessário aliar uma boa reeducação alimentar a dietas, sempre com bom censo e acompanhamento de um profissional qualificado.


Lucinéia Puiatti Colpo
Nutricionista graduada pela Universidade do Vale do Itajai
Pós graduada em Gastronomia, Planejamento e Gestão Estratégica
Pós Graduanda em Nutrição Clínica e Estética

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Alimentação e Ciclo Menstrual

Alguns estudos epidemiológicos demonstram que cerca de 80% da população feminina apresentam sintomas emocionais, cognitivos e físicos relacionados ao seu ciclo menstrual e que de 3 a 11%%, os apresentam de maneira severa, havendo prejuízos sociais, familiares ou profissionais.

Desde 1938 tem sido reconhecida a existência de mudanças cíclicas no peso corporal e no metabolismo de água e eletrólitos no curso do ciclo menstrual. Estudos referem um aumento de até 2,25kg após a ovulação, provavelmente causado pelo aumento da ingestão energética devido à elevação do apetite provocado pela oscilação hormonal.

Quando estas mudanças tornam-se desconfortáveis, a ponto de interferir de forma importante no estilo de vida, diz-se que elas têm SPM (Síndrome pré-menstrual). Ela caracteriza-se por sensibilidade no seio, constipação ou diarréia, retenção hídrica com ganho de peso, alterações de humor, mudanças no apetite e no comportamento alimentar (compulsão alimentar), acne.


O ciclo menstrual não influencia apenas o apetite e tamanho das refeições. A literatura também relata mudanças em tipos de macronutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras) ingeridas assim como na seleção de alimentos. Alguns pesquisadores observaram um aumento no consumo de carboidratos e de lipídios. Uma das compulsões mais relatadas é aquela por chocolate, parecendo estar ligada à composição gordura e açúcar, a textura e ao aroma deste alimento.


Em geral, recomenda-se:

- Eliminar açúcar, sal, cafeína e álcool, carne vermelha e outros alimentos gordurosos;
- Comer de 4-6 refeições por dia e não pular refeições;
- Ingerir maior quantidade de líquidos;
- Praticar 20-30 minutos de exercício físico três vezes por semana;
- Utilizar técnicas de relaxamento (ioga, meditação);
- Repousar no período mais agudo;
- Não planejar atividades estressantes para essa fase.


Consulte um nutricionista que ele saberá como melhor adaptar a sua dieta com suas necessidades. Nenhuma orientação substitui uma consulta clínica individualizada.



JEANINE SAUERESSIG


Nutricionista CRN2 8503

Nutricionista graduada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), e pós graduanda em Nutrição Clínica e Estética.