segunda-feira, 8 de junho de 2009

O uso do Folato

Sabe-se que o ácido fólico é uma vitamina essencial na gestação, porque auxilia na formação de anticorpos e do DNA do embrião. A diminuição do consumo de folato está associada a deformações do tubo neural e anemia megaloblástica. A deficiência indiretamente, também pode favorecer a predisposição do câncer e da síndrome de Down. A suplementação de folato diminui os níveis de homocisteína, que é um fator de risco para o aparecimento de cardiopatias.
Existem muitas alterações estéticas que incomodam mulheres e homens. Entre elas destacam-se: a acne, flacidez, obesidade, estrias, celulite, gordura localizada e também envelhecimento cutâneo. A boa notícia é que por meio da escolha de um estilo de vida saudável e uma alimentação balanceada podemos amenizar muitos destes problemas.
O grande terror do público feminino é a celulite que é uma doença multi-fatorial, existem alguns fatores que favorecem o seu aparecimento como: dieta hipercalórica e pobre em fibras, baixo consumo de água e o uso de álcool.
A celulite pode ser controlada por uma dieta saudável, prática de exercícios físicos, controle do estresse, suplementação de vitamina A e E, vitamina B12, ácido fólico, vitamina C e glutamina.

O ácido fólico é importante em todas as fases da vida, pois, possui funções indispensáveis e necessárias para toda a sociedade e atua diretamente na prevenção de doenças.
Antigamente, o folato só era estudado como uma vitamina importante na prevenção de doenças relacionadas ao desenvolvimento do tubo neural do feto. Atualmente, percebe-se a importância deste nutriente na prevenção de doenças cardiovasculares, através dos níveis adequados de homocisteína, na estética com a suplementação deste micronutriente amenizando o aparecimento da celulite, no combate ao câncer, prejudicando o desenvolvimento do tumor e na síndrome de down através da hipometilação do DNA, contribuindo para a formação adequada no DNA humano.
Aline Mees Machado
Nutricionista CRN2 8573

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Nutrição Estética: Gordura Localizada

A gordura localizada é o acúmulo regional de tecido adiposo. Sua localização varia de acordo com o sexo: homens têm o predomínio de células adiposas na região do abdome e mulheres apresentam maior depósito em regiões glúteas. Na mulher, a localização pode ser influenciada por seu biótipo, classificada como ginóide, acúmulo em metade inferior do corpo, ou andróide, metade superior.

A gordura localizada na parte central do corpo está associada a um maior número de problemas de saúde em adultos e idosos do que a distribuída abaixo da cintura.

A distribuição de gordura corporal tem forte determinação genética, mas fatores como sexo, idade, e outros comportamentais, como tabagismo e atividade física, podem ser determinantes. A menopausa tem sido também associada a maior acúmulo de gordura no abdômen, assim como a escolaridade. Com o avanço da idade e com a menopausa os depósitos viscerais de gordura ficam desprotegidos aumentando os níveis de gordura na região central do corpo.

Estudos prospectivos mostram que a gordura localizada no abdômen é fator de risco para doenças cardiovasculares, diabetes mellitus e alguns tipos de cânceres, como o de mama, de ovário e de endométrio.

Dicas nutricionais para combater ou prevenir a gordura localizada:

  • Alimentos com gorduras são os principais vilões. A gordura não utilizada como fonte de energia tente a ser armazenada em certas regiões do corpo, como energia de reserva, podendo aumentar a gordura localizada.

  • O excesso de açúcar e carboidratos também se transforma em energia de reserva e aumenta nossa quantidade de gordura. Não deve haver exclusão desses alimentos, visto que são fundamentais para a saúde, no entanto o consumo deve ser equilibrado.

  • Equilibre a oferta de alimentos protéicos, tais como carnes, leite e derivados e ovos. A carência desse nutriente pode ajudar no aparecimento de gordura localizada.

  • Comece a substituir algumas carnes vermelhas do seu cardápio pelas carnes brancas de peixes ou aves. Prepare-os no vapor, grelhados, cozidos ou assados. Evite, sempre, as frituras, ricas em gorduras.

  • Procure utilizar pouco óleo nas preparações, inclusive no tempero de saladas. Prefira o azeite ou óleos como o de canola ou girassol. Evite os doces com recheios, creme de leite, chantilly, chocolate, pois possuem grande quantidade de gorduras e alta concentração de calorias.

  • Prefira as frutas ou se fizer muita questão dos doces, escolha os feitos a base destas. Evite os molhos gordurosos, preferindo sempre os mais simples.

  • Procure comer moderadamente, usando o bom senso e pratique exercícios regularmente.

  • Utilize pouco sal, pois o excesso deste é responsável pela retenção de líquidos pelo organismo.

  • Prefira os alimentos integrais, pois são ricos em fibras que ajudam no bom funcionamento do intestino e auxiliam na excreção de excesso de gorduras e colesterol da dieta.

  • Faça várias refeições ao dia em pequenas porções, facilita a digestão. Seu apetite será menor e o organismo mandará menos reservas para os depósitos de gordura.

  • Mastigue bem os alimentos, este processo permite que o processo digestório seja lento, implicando em maior tempo para o órgão enviar mensagens para o cérebro e, assim, diminuindo a vontade de continuar a comer.

Letícia Malheiros Kersting
Nutricionista CRN2 6633P


Nutricionista graduada pelo Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), e pós graduanda em Nutrição Clínica e Estética pelo IPGS.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Entendendo o Índice Glicêmico

O índice glicêmico é um indicador que diferencia os carboidratos, e está relacionado com a glicemia (nível de açúcar no sangue), e é classificado a partir de sua resposta glicêmica, ou seja, capacidade que o carboidrato contido em um alimento tem em aumentar e/ou influenciar na glicose sanguínea.


A velocidade em que os carboidratos entram na corrente sanguínea difere, dependendo de sua qualidade. Os alimentos com alto índice glicêmico aumentam a glicose sanguínea rapidamente e são considerados uma fonte de energia imediata e por pouco tempo, tendem a estimular o apetite e promover o balanço energético positivo.

Os alimentos com baixo índice glicêmico atuam aumentando a glicemia lentamente e são fontes de energia gradual e por longo tempo, ou seja, são digeridos mais lentamente.
A classificação dos valores do índice glicêmico é baseada em um alimento-controle, geralmente glicose ou pão branco. É expressa de 1 a 100 e são considerados alimentos com baixo índice glicêmico aqueles que apresentam o valor abaixo de 55, com índice glicêmico moderado, entre 55 e 69, e com alto índice glicêmico, a partir de 70.


Algumas pesquisas indicam a possibilidade de que os alimentos com baixo índice glicêmico podem beneficiar a perda de peso corpóreo, contribuindo para o tratamento da obesidade. Atuando através de duas maneiras, agindo sobre a saciedade, pois são absorvidos lentamente, e assim regulam a ingestão energética diária. E por promoção da oxidação lipídica, auxiliando na diminuição dos níveis de gordura corporal. Além disso, os alimentos de baixo índice glicêmico podem elevar o do nível de HDL (colesterol bom), aumentar o desempenho físico e controlar a glicemia.

Abaixo, exemplos de alguns alimentos:

Baixo índice glicêmico – leite de soja (43), aveia (43), farelo de trigo (27), leite integral (39), maçã (54), pêra (53), lentilha (36).

Moderado índice glicêmico – pêssego (60), laranja (63), macarrão (64), uva (66).

Alto índice glicêmico – bolo comum (98), pão de trigo (99), sorvete (87), banana (77), manga (80), beterraba (91), batata assada (121), mel (83).

Deve-se considerar que vários fatores podem interferir na resposta glicêmica, como a quantidade e natureza do carboidrato; composição de lipídios, fibras e proteína e o cozimento e processamento do alimento.

Faz-se necessário mais estudos, com um tempo de aplicação maior, que comprovem a eficácia da utilização deste parâmetro. Sua utilização deve ser com critério, aliado a outros métodos nutricionais, de acordo com o objetivo dietoterápico.

Laura Souto Fonseca

Nutricionista CRN2 6505P

Nutricionista graduada pelo Centro Universitário Franciscano (UNIFRA – SM/RS), Pós-graduanda em Nutrição Clínica e Estética pelo IPGS.